Quem somos?

O Cine Vila Rica é uma instituição sem fins lucrativos que pertence a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Construído em estilo eclético e localizado no coração da cidade, a sua sala de projeção possui amplo espaço com 396 poltronas.

O cinema é um espaço dedicado à arte, cultura e educação. Oferece mostras gratuitas de temas variados, exposições, seminários e palestras para a comunidade acadêmica e sociedade em geral.

História do Cine Vila Rica

No século XIX, o prédio do Cine Vila Rica era o Liceu de Artes e Ofícios, onde cursos como marcenaria e alvenaria eram oferecidos. Nesta época a arquitetura do prédio era composta por colunas gregas e platibandas, uma estrutura comum nesta época e que tampava os telhados. Mais adiante, o imigrante italiano Salvatore Trópia comprou o imóvel da Praça Reinaldo Alves de Brito e passou a exibir algumas películas do cinema mudo no Cine Salvador. Em 1986, o cinema foi vendido para a Universidade Federal de Ouro Preto, mantendo as atividades em funcionamento. O Cine Vila Rica não cobra ingressos desde 2014 e oferece cultura, arte e entretenimento gratuitamente, estabelecendo inclusive projetos com escolas da região. Além disso, mostras temáticas foram ofertadas, como Mostras de Grandes Atores, Mostra Alfred Hitchcock, Mostra Cinema e Literatura. O Cine Vila Rica também é palco de grandes festivais, como o Fórum das Letras, CineOP e o Festival de Inverno de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade. Em 2018 o prédio do Cine Vila Rica foi fechado para reforma e enquanto as obras não são concluídas, as sessões foram exibidas no Anexo do Museu da Inconfidência. Em 2020 as atividades presenciais do Cine Vila Rica tiveram que ser suspensas devido a pandemia da Covid-19. No entanto, as mídias digitais permanecem ativas, sendo mais um vínculo com o seu público. 

História do Cinema

O recorte que trazemos está atrelado à história dos irmãos Luminère e ao marco inicial do cinema em 1895, em Paris, na França. Auguste e Louis Lumière utilizaram o cinematógrafo, um projetor de múltiplas imagens em continuidade, gerando a impressão de movimento. 

A sequência curta intitulada La Sortie de l’unsine à Lyon, que foi apresentada ao público e causou um alvoroço devido a grande novidade e realismo, foi um grande passo no campo da arte cinematográfica. 

Vale destacar que os esforços anteriores realizados por várias pessoas ao longo do tempo contribuíram para este grande acontecimento. 

Inicialmente, o cinema era visto apenas para fins documentais e registros de cenas com uma câmera imóvel, até que Alice Guy Blanché e Georges Méliès surgem com inovações técnicas e narrativas.  

Alice Guy Blance é considerada a primeira cineasta mulher e pioneira ao usar cores e sons, além de acelerar ou atrasar a velocidade a fim de produzir efeitos na história de seus filmes. A sua primeira produção foi em 1896 com A Fada dos Repolhos. Já George Méliès desenvolveu cortes, sobre-exposições e zoom. Ademais aprimorou truques do testro e do ilusionismo, escreveu roteiros e atuou. O destaque de seu trabalho foi Viagem à Lua, de 1902, obra adaptada de Júlio Verne. 

 

Amor de família

O Cine Vila Rica tem muita história para contar! Além dos filmes e eventos, as pessoas que descortinam os espetáculos cinematográficos são muito especiais e estão sempre presentes em nossos corações. Uma dessas pessoas é o senhor Adão Soares Gomes que foi o projecionista do Cine Vila Rica por mais de 50 anos. Esta semana será totalmente dedicada a ele. 

O senhor Adão, carinhosamente conhecido como Adão do Cinema, nasceu em Ouro Preto e sempre foi apaixonado por filmes. 

Sua trajetória com o cinema começou quando tinha 14 anos de idade. Nessa época o cinema tinha o nome de Cine Salvador. De origem humilde, não tinha dinheiro para assistir aos filmes, então fez amizade com o projecionista da época, um senhor já de idade, que o ajudava a entrar para assistir aos filmes. Algum tempo depois, trabalhou como lanterninha e mais adiante se tornou o projecionista do cinema. 

Ele adorava o cinema cheio e recordava das sessões que tinham filas de dobrar o quarteirão. Além disso, gostava das reações dos espectadores ao assistirem filmes de faroeste, pois saiam imitando os personagens.  

O senhor Adão também influenciou outras gerações, como os seus próprios filhos, Luiz e Cláudio, que escolheram seguir os mesmos passos do pai, tanto na profissão quanto no amor ao cinema.